O açaí, um fruto da região Norte do Brasil, além de ter conquistado os consumidores brasileiros nos últimos anos, tem ganhado destaque em mercados internacionais por seu sabor e benefícios nutricionais.
No entanto, exportar açaí requer cuidados específicos para preservar sua qualidade e atender às exigências do país de destino.
Este artigo aborda as exportações deste segmento e os principais cuidados em aspectos regulatórios e logísticos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registrou um crescimento de 70% na produção de açaí nos últimos anos, impulsionado pela crescente demanda de consumidores brasileiros e internacionais.
O Pará é o estado responsável por mais de 90% da produção nacional, com uma estimativa de mais de 1,6 milhão de toneladas produzidas em 2023. Para termos ideia desse crescimento, nos anos 2000 a produção girava em torno de 120 mil toneladas.
A produção do açaí é também uma atividade essencial na economia do Pará, correspondendo a 70% da fonte de renda da população ribeirinha.
Em paralelo, o estado é também um grande consumidor: 60% do açaí produzido mundialmente é consumido no próprio Pará, 30% no restante do Brasil e 10% é exportado.
Para ser comercializado, o açaí deve seguir processos rigorosos de produção, assim evitando riscos de contaminação e atendendo às regulamentações do país de destino.
O açaí pode ser exportado em diversas formas, como:
Creme: mistura da polpa com outros ingredientes;
Polpa: a forma mais natural;
Pó: utilizado em receitas e sucos.
Uma vez colhido, o fruto passa por processos para obtenção da polpa e industrialização. Na exportação, é essencial adaptar o produto às preferências do país de destino.
Por exemplo, na Finlândia, o açaí é mais doce, nos Estados Unidos, é preferido em sua forma mais natural, já na Arábia Saudita, a preferência é por um produto mais concentrado.
Os principais destinos das exportações de açaí são os Estados Unidos, com cerca de 77% do total, seguido por Japão, Austrália e países europeus.
Além dos aspectos comerciais, é fundamental conhecer as exigências legais do país importador.
No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) não certifica produtos vegetais destinados à exportação e nem registra os estabelecimentos exportadores, exceto quando exigido pelo país de destino. Nesses casos, é necessário que os exportadores estejam cadastrados no Cadastro Geral da Classificação (CGC/Mapa).
A atenção na exportação do açaí está voltada a entender quais as regras do país de destino: se há algum ingrediente que é proibido ou limitado na composição do produto, quais as regras dos rótulos e embalagens, e se há a necessidade de certificados.
Por exemplo, nos Estados Unidos, o produto precisa de registro na Food and Drug Administration (FDA).
A polpa ou creme do açaí requer controle de temperatura em -18ºC para preservar o produto. Este é o aspecto mais importante que deve ser levado em consideração na hora de escolher o modal de transporte.
Modal aéreo: ideal para cargas pequenas. A embalagem deve proteger o produto contra variações de temperatura, sendo comum a utilização de gelo seco para manter a temperatura;
Modal rodoviário: por meio de caminhões frigoríficos, este modal é ideal para o transporte de açaí entre países próximos;
Modal marítimo: os contêineres reefers permitem o transporte seguro de grandes volumes de açaí com a temperatura adequada, o ponto de atenção está na estufagem para que haja circulação de ar.
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