O canal do Panamá foi inaugurado em 1914 e se tornou um marco no comércio global, pois permite que navios cruzem do oceano Atlântico para o Pacífico e vice-versa. Essa travessia evita uma longa rota, reduzindo o tempo de viagem e os custos operacionais do navio, como o combustível.
Em 2016, o canal do Panamá foi expandido para permitir que navios maiores também pudessem fazer a travessia. Devido a eventos climáticos e impactos ambientais, no entanto, o canal vem passando por desafios recentes provocados pela seca na região.
As dificuldades do canal do Panamá estão relacionadas com as severas secas que a região tem enfrentado nos últimos anos, resultando na escassez dos níveis dos lagos que abastecem o canal.
Da mesma forma, diversas restrições à capacidade de operação foram implementadas; entre elas, foram reduzidas as quantidades de navios que atravessam o canal, limitando o calado. Isso faz com que alguns navios com maior capacidade de carga não possam transitar no canal.
Além disso, por ser uma rota amplamente usada por diversos armadores que trabalham na região, alguns impactos foram sentidos em toda a cadeia de abastecimento, como:
Com estas dificuldades, as companhias marítimas precisaram criar rotas para conectar os dois oceanos. Algumas dessas propostas estão sendo utilizadas e outras estudadas para o futuro. Vamos explicar cada uma delas.
O cabo Horn, na ponta sul da América do Sul, é uma rota histórica que evita o canal do Panamá, embora essa seja uma rota perigosa devido às condições climáticas adversas, como ventos fortes e mares agitados.
Além disso, o cabo Horn é também uma rota mais longa, e por isso impacta no transit time dos navios.
Existem propostas de corredores intermodais, que combinam transporte terrestre e marítimo e que ainda estão sendo contempladas em países como Nicarágua e México.
Estes projetos envolvem a construção de portos, ferrovias e rodovias para transportar mercadorias entre os oceanos.
Ainda que esses corredores intermodais ainda não estejam em funcionamento principalmente devido ao alto investimento necessário, torna-se cada vez mais evidente essa alternativa.
Por outro lado, talvez investir na capacidade e eficiência de portos nos oceanos Atlântico e Pacífico, bem como nas redes de transporte internas, sejam as alternativas logísticas mais viáveis, em caso de uma seca completa no canal do Panamá.
Com isso, toda a cadeia logística teria mais resiliência, reduzindo a dependência de uma única rota.
Diante dos recentes desafios enfrentados pelo Canal do Panamá, a logística internacional precisou se adaptar rapidamente.
Como foi possível constatar, existem algumas alternativas que aumentam os transit times e os custos. Há também propostas de ferrovias que vão ligar ambas as pontas; essa opção, no entanto, demanda alto investimento e mais manuseio nas cargas por serem transportes intermodais.
Cada alternativa, portanto, apresenta vantagens e desafios, mas exige planejamento estratégico e investimentos significativos.
Diante disso, a AGL Cargo está preparada para adaptar suas operações, garantindo a continuidade do fluxo de mercadorias mesmo em cenários de interrupção.
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