O transporte de produtos farmacêuticos representa um elo crítico na cadeia de saúde global.
Entre a produção em ambientes controlados até o uso do paciente, medicamentos percorrem milhares de quilômetros, atravessam diferentes condições climáticas e passam por múltiplos pontos de transferência.
Cada etapa deste percurso pode comprometer a integridade do produto.
Por isso, cada vez mais a certificação GDP é necessária para garantir todos os requisitos no transporte pharma.
A AGL Cargo está preparada com esta certificação!
Neste artigo, você conhecerá dados de importações e exportações de medicamentos, quais são as boas práticas no transporte e os principais impactos na cadeia de suprimentos para quem possui a certificação.
Sumário:
Quais são as boas práticas no transporte de produtos farmacêuticos?
Conhecendo os fundamentos e requisitos da GDP
Impactos da certificação GDP na cadeia de suprimentos farmacêutica
Dados brasileiros de importação e exportação
O transporte de produtos farmacêuticos exige conhecimento e responsabilidade para com o manuseio e toda a cadeia logística.
A eficácia de um medicamento está diretamente relacionada às condições de transporte e armazenamento. Caso não haja condições ideais, o produto pode perder suas propriedades.
O transporte de produtos farmacêuticos opera sob um dos regimes regulatórios mais rigorosos do mundo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu diretrizes globais que servem como referência para agências reguladoras nacionais, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no Brasil, a Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos e a European Medicines Agency (EMA) na União Europeia.
No Brasil, a Resolução RDC nº 430/2020 da ANVISA define os critérios para as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos.
Esta norma estabelece requisitos específicos para garantir que os produtos farmacêuticos mantenham sua qualidade, segurança e eficácia durante toda a cadeia logística.
A legislação abrange desde o controle de temperatura até a qualificação de fornecedores e a rastreabilidade completa dos produtos.
Em 2022, a RDC 430/2020 foi alterada pela RDC 653/2022.
Essa alteração detalhou as exigências de controle de temperatura, umidade, acondicionamento e demais condições de transporte de medicamentos, além de trazer prazos revisados para as implementações.
A regulamentação internacional está de acordo às diretrizes GDP (Good Distribution Practices) publicadas pela Comissão Europeia e pelos padrões da International Air Transport Association (IATA) para transporte aéreo de produtos sensíveis à temperatura.
Estas normas estabelecem que distribuidores, transportadores e demais agentes da cadeia devem implementar sistemas de gestão da qualidade específicos para produtos farmacêuticos.
O não cumprimento dessas regulamentações acarreta em graves consequências, como sanções administrativas, suspensão de licenças operacionais, multas e, em casos graves, responsabilização civil e criminal.
Este cenário regulatório exige que as organizações envolvidas no transporte farmacêutico adotem medidas proativas de conformidade.
A certificação GDP surge, portanto, não apenas como uma exigência legal, mas como um diferencial que demonstra compromisso com a excelência operacional e a proteção da saúde pública.
As Boas Práticas de Distribuição, do inglês Good Distribution Practices (GDP), constituem um conjunto de requisitos que asseguram a integridade dos produtos farmacêuticos desde o fabricante até o consumidor final.
A certificação GDP fundamenta-se em três pilares:
controle do ambiente
rastreabilidade
qualificação dos agentes envolvidos na cadeia de distribuição
O controle de temperatura representa o elemento mais crítico.
Produtos farmacêuticos possuem faixas térmicas específicas que devem ser mantidas sem interrupções, como vacinas, insulinas e produtos biológicos, que exigem refrigeração entre 2°C e 8°C.
Qualquer desvio pode alterar a composição química, reduzir a eficácia ou tornar o produto perigoso para consumo.
A certificação GDP exige implementação estruturada em etapas definidas.
Inicialmente, a organização deve realizar um diagnóstico completo de seus processos atuais, identificando lacunas em relação aos requisitos normativos.
Esta análise abrange infraestrutura física, equipamentos de refrigeração, sistemas de monitoramento, procedimentos operacionais e capacitação de pessoal.
A segunda etapa consiste na adequação técnica.
Veículos de transporte devem ser qualificados termicamente, com sistemas de refrigeração validados e dispositivos de monitoramento contínuo instalados.
Armazéns necessitam de mapeamento térmico para identificar pontos críticos e garantir uniformidade de temperatura.
Procedimentos operacionais padrão (POPs) devem ser documentados para cada atividade, desde o recebimento até a entrega final.
A qualificação de fornecedores complementa o processo.
Todos os parceiros logísticos, desde transportadores e operadores de armazenagem temporária, devem demonstrar conformidade com os mesmos padrões GDP.
A etapa final envolve auditoria do organismo certificador.
Auditores avaliam documentação, inspecionam instalações e verificam registros operacionais.
A aprovação resulta em certificado com validade determinada, exigindo auditorias periódicas de manutenção.
Este ciclo contínuo de monitoramento garante que os padrões sejam sustentados ao longo do tempo.
A AGL Cargo possui certificação GDP, atestando compromisso em manter a integridade dos produtos farmacêuticos, desde a coleta até a entrega.
A certificação GDP transforma a dinâmica operacional da cadeia de suprimentos farmacêutica.
O impacto mais imediato manifesta-se na redução drástica de perdas por quebra da cadeia de frio.
A rastreabilidade completa constitui outro benefício tangível.
Sistemas de monitoramento em tempo real permitem identificar desvios, possibilitando ações corretivas antes que produtos sejam comprometidos.
A certificação também estabelece padronização em toda a cadeia.
Fabricantes, distribuidores, transportadores e armazéns operam sob os mesmos protocolos, eliminando inconsistências e facilitando auditorias.
A gestão de riscos também se aprimora substancialmente, pois procedimentos documentados, treinamento contínuo de equipes e manutenção preventiva de equipamentos reduzem a probabilidade de incidentes.
Empresas certificadas enfrentam inspeções com maior confiança por órgãos reguladores, apresentando documentação completa e processos auditáveis.
Esta postura proativa reduz o tempo de fiscalização e demonstra comprometimento com a conformidade regulatória.
Segundo dados do Comexstat, plataforma governamental que consolida os principais dados da balança comercial brasileira, o Brasil importou em 2025 US$8,8 bilhões e exportou US$470.4 milhões de medicamentos e produtos farmacêuticos.
Os principais destinos das exportações foram:
Estados Unidos – 19,8%
Argentina – 5,8%
Colômbia – 5,3%
México – 4,9%
China – 4,4%
Já nas importações, as principais origens foram:
Alemanha – 14,9%
Estados Unidos – 14,8%
Suíça – 9,8%
Irlanda – 8,8%
China – 8,7%
Leia mais sobre importação de produtos farmacêuticos no blog da AGL Cargo.
A certificação GDP consolidou-se como requisito fundamental para o transporte farmacêutico.
Neste artigo, a AGL Cargo demonstrou que as Boas Práticas de Distribuição transcendem a simples conformidade regulatória, constituindo um sistema que protege a integridade dos medicamentos.
A excelência no transporte farmacêutico exige parceiros especializados e comprometidos com os mais altos padrões de qualidade.
Para conhecer soluções logísticas com certificação GDP, que garantem a integridade de seus produtos farmacêuticos, você pode contar com a AGL Cargo.
Entre em contato com nossa equipe de especialistas e conheça os serviços para indústria pharma da AGL Cargo.
O transporte de produtos farmacêuticos representa um elo crítico na cadeia de saúde global. Entre a produção em ambientes controlados até o uso do paciente, medicamentos percorrem milhares de quilômetros, atravessam diferentes condições climáticas e passam por múltiplos pontos de transferência. Cada etapa deste percurso pode comprometer a integridade do produto. Por isso, cada vez […]
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