O setor fashion (moda e vestuário) é um dos que movimentam a economia no varejo. Trata-se de um segmento que possui uma cadeia produtiva complexa, que vai desde a produção dos fios e tecidos, confecção e distribuição ao consumidor.
O Brasil abriga um dos mercados que mais gastam com roupas e acessórios de vestuários no mundo. Comparando com as nações emergentes, o mercado brasileiro fica atrás somente da Rússia, Índia e China. Há um forte potencial para ser explorado, seja por confecções estabelecidas no Brasil ou por empresas que importam para comercializar no mercado interno.
Para conhecer as tendências do setor fashion e o papel da importação nesse segmento, continue a leitura abaixo!
O setor fashion vem retomando seu crescimento desde 2023 (após a queda no período da pandemia da Covid-19), trazendo consigo uma série de novos desafios e oportunidades.
O mercado global de vestuário é estimado em US$ 1,36 trilhão e deve atingir US$ 1,78 trilhão em 2029, segundo a consultoria Mordor Intelligence. A Europa é considerada como a região mais forte no setor, porém o maior crescimento está na Ásia.
No mercado brasileiro, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a indústria têxtil e de confecção registrou em 2024 um faturamento de R$ 212,6 bilhões, ante R$ 203,9 bilhões de 2023. O crescimento na produção no segmento têxtil foi de 4,8%, enquanto o de vestuário avançou 3,9%.
Para 2025, a Abit projeta um crescimento de 1,2% em toda a cadeia.
Em 2024, o Brasil importou US$ 2,12 bilhões em vestuário, conforme dados do Comex Stat (considerando a faixa de NCMs entre 61011000 e 62179000). Em comparação com os números de 2023, houve um crescimento de 13,98% nas importações, o que demonstra a recuperação do setor.
Entre os principais itens importados, destacam-se:
Camisetas, incluindo as interiores, de malha, de algodão;
Sobretudos, japonas, gabões, capas, anoraques, casacos (blusões) e semelhantes;
Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes;
Mantôs (casacos compridos), capas, anoraques, casacos (blusões) e semelhantes;
Camisas, blusas, blusas chemisiers, de malha, de uso feminino.
Quanto aos principais países fornecedores de roupas ao Brasil, com base na análise de 2024, destacam-se:
China: 52,52%
Bangladesh: 10,42%
Paraguai: 5,05%
Vietnã: 4,44%
Peru: 3,72%
Importar produtos do setor fashion pode ser uma estratégia para empreendedores e empresas usufruírem dos benefícios da cadeia produtiva global, tendo acesso a:
Preços mais competitivos: a produção em larga escala em países com mão de obra mais barata, principalmente na Ásia, resulta em produtos com preços mais baixos.
Possibilidade de outsourcing internacional: é possível encontrar empresas de confecção altamente especializadas, que combinam competitividade e expertise, fabricando os produtos conforme a orientação do cliente importador.
Variedade de produtos: o mercado global conta com uma variedade maior de estilos, designs e diferentes níveis de qualidade, que não são facilmente encontrados no mercado nacional, possibilitando assim atender os mais diversos nichos de consumidores.
Acesso a marcas internacionais: seja atuando como revendedor ou representante, a importação permite trazer ao mercado brasileiro marcas reconhecidas.
Algumas tendências se destacam no horizonte do setor fashion, moldadas por influências globais e mudanças no comportamento do consumidor.
Sustentabilidade: há uma maior percepção e preocupação com o consumo de produtos alinhados à sustentabilidade. Um levantamento demonstra que 87,5% dos consumidores brasileiros preferem comprar roupas de marcas que adotem práticas sustentáveis.
Comércio eletrônico: a compra de produtos pela internet já é uma preferência por consumidores do setor fashion, fato que deve continuar em expansão.
Agilidade na cadeia de suprimentos: empresas do setor têm explorado o nearshoring. Nesse modelo, os fabricantes transferem suas operações para países mais próximos das marcas e clientes que atendem, com o objetivo de diminuir prazos, custos e riscos logísticos, resultando em uma cadeia de suprimentos mais ágil.
A importação de produtos do setor fashion envolve uma série de procedimentos, burocracias e um planejamento estratégico antes do fechamento de qualquer contrato internacional.
Entre os principais pontos de atenção, destacam-se:
Planejamento e análise de viabilidade: o importador deve entender todos os custos envolvidos no processo de importação, como tributos, taxas e custos logísticos. O setor fashion muitas vezes é sensível a variações de custos por conta da alta competitividade entre empresas, por isso, avaliar a viabilidade econômica, junto a um planejamento detalhado, é a base de qualquer processo.
Tratamento administrativo e exigências regulatórias: necessário verificar o tratamento administrativo aplicável a cada NCM e certificar-se do cumprimento das normas exigidas pelos órgãos intervenientes do comércio exterior.
Colaborar com prestadores de serviços qualificados: para minimizar desafios, evitar atrasos e assegurar que a carga chegue conforme o planejado, é essencial ter controle sobre cada etapa da operação. Para isso, contar com parceiros experientes, transparentes e comprometidos faz toda a diferença no sucesso do processo de importação.
A importação é uma das vias que possibilitam o acesso a novas tendências e diferenciais competitivos, e a AGL Cargo está à disposição para apoiar importadores do setor fashion.
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