Os drones, também chamados de VANT (veículo aéreo não tripulado), são equipamentos que vêm ganhando espaço em diversas frentes nos últimos anos.
Desde o uso na indústria audiovisual, vigilância e segurança, inspeções em infraestrutura e entrega de produtos, são diversas suas aplicações. Porém, é no campo que está sendo um setor de destaque a utilização de drones.
Neste artigo, vamos entender o crescimento do mercado de drones, seu papel no agronegócio e como o comércio exterior se conecta neste contexto.
O agronegócio é a base da economia brasileira, e os drones estão sendo empregados para otimizar diversas culturas agrícolas.
O uso desses equipamentos no âmbito agrícola é regulamentado pelo governo brasileiro desde 2021, através da Portaria MAPA nº 298, e hoje o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) estima que cerca de 35 mil drones agrícolas estejam em operação no país.
A principal transformação proporcionada pelos drones está no aumento da produtividade e na redução de custos. A adoção dessa tecnologia já resultou em uma economia milionária para o agronegócio nacional.
De acordo com dados da consultoria Fortune Business Insights, o mercado global de drones voltados para a agricultura foi avaliado em quase US$ 5 bilhões em 2023, e possui uma projeção para atingir US$ 23,78 até 2032.
Esse novo recurso utilizado na agricultura também gera empregos, como pilotos e profissionais relacionados à coordenação dos drones. Atualmente, já existem mais de 100 instituições de ensino no Brasil que formam especialistas nesse segmento.
Os drones são empregados no meio agrícola em diversas funções, como:
Pulverização de defensivos agrícolas;
Monitoramento das lavouras;
Acompanhamento da saúde das plantações;
Monitoramento da irrigação.
Entre as principais culturas que utilizam drones estão frutas, soja, cana-de-açúcar e café.
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Entre as principais vantagens no uso dessa tecnologia:
Os drones operam em áreas onde determinados equipamentos e máquinas não conseguem chegar, como terrenos íngremes, margens ou regiões com obstáculos.
Minimizam o risco de acidentes associados ao contato de trabalhadores com produtos químicos.
Reduzem o impacto ambiental, pois, como a aplicação de defensivos é mais precisa, menos produto é utilizado.
Evitam o amassamento das plantações.
Ajudam a reduzir o consumo de água.
A aplicação de defensivos agrícolas também se torna muito mais eficiente. Conforme o case trazido pela reportagem do portal Agrolink, cientistas da Embrapa Soja comprovaram que o uso de drones no controle de pragas como o percevejo-marrom e a lagarta-falsa-medideira apresentou resultados superiores aos da aplicação convencional de inseticidas.
Os drones são uma tendência e estão cada vez mais sofisticados. Já existem modelos equipados com tanques de 300 litros, capacidade semelhante à de aeronaves agrícolas de pequeno porte.
Apesar das vantagens, é importante citar alguns desafios: o alto investimento inicial para a aquisição, a limitação de carga e bateria e a necessidade de treinamento adequado para operar os drones.
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O Brasil é um dos países que mais utilizam drones agrícolas, porém esses equipamentos ainda são fabricados de forma limitada nacionalmente. Por isso, o comércio exterior tem um papel importante: grande parte dos drones utilizados são importados, principalmente da China.
Ao observar as estatísticas de importação de veículos aéreos não tripulados, é possível identificar diversas NCMs que fazem parte dessa categoria, separadas principalmente pelo peso máximo de decolagem.
Conforme dados do Comex Stat, entre os principais drones importados pelo Brasil de janeiro a agosto de 2025, destacam-se:
Outros veículos aéreos (aeronaves) não tripulados, de peso máximo de decolagem superior a 25 kg, mas não superior a 150 kg (NCM 88069400): US$ 17,48 milhões importados em valor FOB;
Veículos aéreos (aeronaves) não tripulados, de peso máximo de decolagem superior a 250 g, mas não superior a 7 kg (NCM 88062200): US$ 10,45 milhões;
Outros veículos aéreos (aeronaves) não tripulados, de peso máximo de decolagem superior a 250 g, mas não superior a 7 kg (NCM 88069200): US$ 8,02 milhões;
Veículos aéreos (aeronaves) não tripulados, concebidos unicamente para serem pilotados remotamente, de peso máximo de decolagem superior a 25 kg, mas não superior a 150 kg (NCM 88062400): US$ 5,33 milhões.
Antes de importar, é fundamental realizar uma análise detalhada para identificar o melhor enquadramento da NCM para o seu produto.
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O uso de drones agrícolas vem ampliando a produtividade do agronegócio, um dos principais motores econômicos do Brasil. Esses equipamentos possibilitam uma agricultura mais precisa, eficiente e sustentável.
Conforme os dados indicam, o mercado de drones deve continuar a se expandir, e o Brasil se posiciona como um dos principais consumidores dessa tecnologia.
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