O Brasil tem uma ligação histórica com o setor aeronáutico. Em 1709, Bartolomeu de Gusmão criou o balão de ar quente; em 1901, Santos Dumont realizou com seu dirigível o primeiro voo controlado da história ao redor da Torre Eiffel, e cinco anos depois pilotou o 14-Bis.
Embora tenham sido brasileiros os pioneiros da aviação, a indústria aeronáutica no Brasil começou a se desenvolver mais tarde, a partir de 1970.
Hoje, o Brasil conta com empresas de referência no setor aeronáutico, um ramo de alta tecnologia que contribui fortemente para o comércio exterior do país.
Quer saber mais sobre a indústria aeronáutica nacional, as tendências do setor para este ano e os dados de exportação e importação? Então, continue esta leitura.
O desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional
Acompanhando o potencial do mercado da aviação da época, a indústria aeronáutica brasileira começou a ganhar espaço com a criação da Embraer em 1969.
Ao longo das décadas seguintes, a Embraer continuou a se desenvolver, junto a outras empresas do setor que foram surgindo e que, mesmo não fabricando aeronaves como produto final, atuavam na cadeia de suprimentos dessa indústria, fornecendo peças, equipamentos e tecnologias.
Hoje, a indústria aeroespacial brasileira é a maior do Hemisfério Sul, composta por diversas empresas que atuam em diferentes segmentos, desde aviões, helicópteros, motores, componentes, equipamentos de comunicação e navegação, entre outros.
A Embraer, por sua vez, é uma das quatro maiores fabricantes de aeronaves do mundo, junto com a Boeing, a Airbus e a Bombardier, colocando o Brasil em destaque na indústria aeronáutica.
As empresas brasileiras que atuam no setor aeronáutico contribuem significativamente para o comércio exterior do país, como veremos nos números abaixo.
Exportações e importações do setor aeronáutico
De janeiro a setembro deste ano, foram exportados US$2,9 bilhões em aeronaves, em equipamentos e suas partes – um aumento de mais de 30% em comparação com o mesmo período de 2023.
Tratam-se de produtos de alto valor agregado, que representam 1,12% do total das exportações brasileiras.
Os principais destinos dos produtos aeronáuticos brasileiros são:
Estados Unidos: 57%
Canadá: 15%
Hungria: 5%
Ilhas Cayman: 5%
Portugal: 4,7%
O principal estado exportador brasileiro é São Paulo, responsável por 94,9% dos embarques. A indústria paulista representa a maior parte do setor aeroespacial brasileiro, sendo que seu maior polo está localizado na cidade de São José dos Campos.
Neste ano, as importações de aeronaves e produtos relacionados também se mantêm fortes: já foram importados US$3 bilhões, um aumento de 50,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
As importações têm como principais origens Estados Unidos (51%), França (8,4%), Portugal (4,7%), Alemanha (2,6%) e Itália (2,4%).
Diferentemente das exportações, os estados importadores são mais pulverizados, sendo Espírito Santo o principal, com 43% das compras, seguido de São Paulo (33,9%), Rio de Janeiro (7,47%) e Minas Gerais (5,47%).
Tendências no mercado aeronáutico global
De acordo com o relatório da Accenture sobre o mercado de aviação comercial, espera-se que a receita do setor aeroespacial comercial global cresça neste ano 11% em comparação com 2023, impulsionada pela demanda por jatos mais eficientes e pela crescente necessidade de manutenção, reparo e revisão de equipamentos e aeronaves.
No segmento de transporte aéreo, a quantidade de passageiros deve continuar a crescer, com aumento previsto de 9,8% de RPKs (Revenue Passenger Kilometers – indicador que mede a receita gerada por passageiros por quilômetro voado). O setor de transporte aéreo deve obter um lucro de US$25,7 bilhões, cerca de 10% superior ao do ano anterior.
Embora a aviação comercial seja um segmento diferente do foco deste artigo, seu crescimento impacta diretamente na indústria aeronáutica, que fornece as aeronaves, peças e tecnologias essenciais para esse mercado.
A importância da logística internacional para o segmento
A logística internacional é um componente essencial na cadeia de suprimentos do setor aeronáutico, pois é frequente que cada peça ou equipamento seja produzido em países diferentes, sendo constante a necessidade de exportar ou de importar esses itens.
Em alguns casos, essas peças são necessárias para reparos em aeronaves que precisam retornar à operação, o que exige uma logística ágil.
Além disso, o transporte de itens extra dimensionados, como turbinas, motores e grandes componentes, requer uma logística especializada, conhecida como Carga Projeto. Esse tipo de operação requer planejamento e soluções personalizadas para garantir a integridade e a segurança dos equipamentos.
Na AGL Cargo, atuamos com soluções de transporte internacional especializado para o segmento aeronáutico, como o AOG (Aircraft on Ground), a Carga Projeto e os embarques regulares, sempre prezando pela excelência em seus negócios.
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