O Brasil é um dos principais produtores e exportadores de commodities no comércio internacional, com destaque tanto para produtos do agronegócio quanto para itens da indústria extrativa.
Commodities são produtos primários essenciais para todos os países, negociados em bolsas de valores e padronizados, e, desde longa data, o Brasil se destaca neste segmento.
Entre os principais produtos brasileiros embarcados ao exterior estão a soja, o minério de ferro e o café, responsáveis por uma parcela significativa da pauta exportadora.
Neste artigo, será explorado o papel dessas três commodities e a representatividade brasileira no comércio global.
A soja é o carro-chefe do agronegócio brasileiro. O país é o maior produtor e exportador mundial dessa commodity, respondendo por cerca de 56% das exportações globais.
De acordo com dados do Comex Stat, as exportações de soja saltaram de 54,32 milhões de toneladas em 2015 para 98,81 milhões em 2024, um crescimento de 81,9%, refletindo a expansão.
Para a safra 2024/25, a produção está estimada em 169,7 milhões de toneladas, representando um crescimento de 14,8% em relação à safra anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Praticamente dois terços dessa produção são destinados à exportação. Como maior exportador global da oleaginosa, o Brasil abastece mercados em todos os continentes, especialmente a China, que importa cerca de 70% da produção brasileira. Outros compradores relevantes incluem Espanha, Tailândia, Turquia, Paquistão e Irã, embora em volumes muito menores do que o chinês.
Os embarques de soja ocorrem principalmente pelos portos de Santos, Paranaguá, Rio Grande, São Francisco do Sul e pelos portos do Arco Norte.
Entre os derivados da soja, o Brasil ocupa a terceira posição na produção de farelo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, e se destaca como o segundo maior exportador, depois da Argentina. Já na produção de óleo de soja, o país é o terceiro maior produtor e consumidor, e o segundo maior exportador global.
Os principais estados produtores de soja são Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.
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O minério de ferro é outra commodity estratégica e figura entre os principais itens da pauta exportadora brasileira. Este insumo é fundamental para diversos setores da indústria de transformação e na construção civil.
O Brasil é o segundo país que mais exporta minério de ferro, atrás apenas da Austrália, respondendo por 22,8% do total exportado globalmente. Em termos de reservas, o país ocupa a terceira posição no mundo, atrás da Austrália e da Rússia.
A China também se destaca como o principal comprador de minério de ferro brasileiro. Em 2024, o país asiático absorveu 272,5 milhões de toneladas, correspondendo a 71,6% das exportações da commodity.
Os embarques ocorrem em navios graneleiros, sendo os principais portos de escoamento o Terminal Ponta da Madeira (MA), o Porto de Vitória (ES) e o Porto de Itaguaí (RJ).
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O café brasileiro merece destaque à parte. O país é o maior produtor e exportador global de café.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil responde por 37% da produção global de café, seguido por Vietnã (17%), Colômbia (8%), Indonésia (6%) e Etiópia (6%).
Em 2024, as exportações brasileiras do grão atingiram 50,4 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 28,5% em relação a 2023, gerando uma receita de US$ 12,5 bilhões, alta de 55,4%.
Já nos primeiros sete meses de 2025, o volume de embarques recuou 21,4%, totalizando 22,15 milhões de sacas, mas as receitas alcançaram um recorde para o período, com US$8,555 bilhões.
O setor, no entanto, reconhece que a redução era esperada, considerando os números excepcionais de 2024 e a atual conjuntura de estoques reduzidos e uma safra sem excedentes.
Os principais compradores de café brasileiro são Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.
Além de contribuir com as cadeias de suprimentos globais, as três commodities mencionadas representaram, no acumulado de janeiro a agosto de 2025, quase um quarto das exportações brasileiras, gerando receita, empregos e movimentando o comércio exterior. Esses produtos consolidam o Brasil como um player fortemente baseado em commodities no cenário global.
No âmbito logístico, o modal marítimo é a principal via de escoamento dessas cargas, seja por contêineres ou navios graneleiros. Por serem produtos negociados globalmente em bolsas de valores e com preços competitivos, garantir uma logística eficiente é um dos componentes quando se trata de produtos primários.
A AGL Cargo é um agente de cargas com uma vertical dedicada ao segmento de commodities, com know-how e sólida experiência em operações internacionais, oferecendo coordenação de ponta a ponta na logística, ajudando exportadores a superar gargalos e a manter o Brasil competitivo no comércio global.
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