Do desenvolvimento de satélites, sistemas de defesa a drones para a agricultura e, mais recentemente, o turismo espacial, a indústria aeroespacial é responsável por desenvolver tecnologias que atuam no céu e no espaço.
Trata-se de um setor movido por alta tecnologia, grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento, realizado por empresas especializadas e com sólida participação no comércio internacional.
Para entender como funciona esse setor no cenário global, conhecer os principais países envolvidos e a participação deste segmento no comércio exterior brasileiro, acompanhe a leitura abaixo.
O setor aeroespacial envolve atividades de pesquisa, desenvolvimento, fabricação e manutenção de aviões, espaçonaves, foguetes, satélites e veículos aéreos que operam dentro e fora da atmosfera terrestre.
O setor conta com um amplo campo de atividades, com aplicações normalmente divididas nas seguintes áreas:
Aviação comercial: desenvolvimento de aeronaves para transporte de passageiros e cargas, como aviões e helicópteros civis.
Aviação militar: voltado para soluções de defesa, como caças, drones, mísseis e sistemas de vigilância.
Exploração espacial: envolve o desenvolvimento de satélites, foguetes, naves espaciais, módulos para missões espaciais, entre outros.
Além dos fabricantes de aeronaves, o setor conta com empresas especializadas na produção de componentes específicos.
É uma indústria que está nas frentes em avanços em ciência e tecnologia, desenvolvendo produtos extremamente complexos e com alto valor agregado.
Os principais clientes do setor aeroespacial são as companhias aéreas e as forças armadas, seja do país onde a indústria está localizada ou de forças armadas estrangeiras.
Esse mercado é dominado por grandes players, com destaque para:
Estados Unidos: é o país com a maior indústria aeroespacial do mundo, líder em aviação comercial e defesa. Empresas como Boeing e Lockheed Martin estão sediadas no país. O governo americano é um forte cliente do setor por conta dos investimentos em defesa de seu exército.
Europa: segundo maior mercado, com destaque para a Airbus, segunda maior fabricante de aeronaves do mundo. França, Reino Unido e Alemanha são os principais países envolvidos no setor.
China: um mercado que está ganhando visibilidade. O país abriu o setor a investimentos privados em 2014 e possui projeções de crescimento nos próximos anos.
Segundo a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), a indústria aeroespacial brasileira é a maior do Hemisfério Sul, oferecendo produtos e serviços em diversas frentes, como: desenvolvimento de aviões, helicópteros, suas partes e peças, equipamentos de radiocomunicação e navegação, entre outros, além de serviços de manutenção, reparo e revisão de aeronaves, seus equipamentos, sistemas, e a realização de projetos de engenharia.
São Paulo é o polo brasileiro do segmento aeroespacial. Grande parte das empresas está situada em São José dos Campos, como a Embraer S.A., a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo.
Entre janeiro e março de 2025, cerca de 3,9% das exportações paulistas foram compostas por aeronaves, equipamentos e suas partes.
Nos três primeiros meses de 2025, o Brasil importou US$ 898,33 milhões em aeronaves, equipamentos e peças, um aumento de 15,9% em relação ao mesmo período de 2024. O valor FOB médio por quilo foi de US$ 696,30, o que reforça o elevado valor agregado desses produtos.
Os principais países fornecedores foram Estados Unidos (45%), França (13%), Portugal (5,4%), Alemanha (3,3%) e México (3,1%).
No mesmo período, o Brasil exportou US$ 648,36 milhões em aeronaves e produtos relacionados, com alta de 7,3% em relação a 2024. Os principais destinos foram Estados Unidos (60%), Espanha (14%), Canadá (9,8%), Irlanda (5,6%) e França (3,6%).
A logística de cargas do setor aeroespacial muitas vezes exige uma tratativa diferenciada, seja porque é uma mercadoria de alto valor agregado, ou porque é uma carga oversize, como uma turbina.
Em importações ou exportações de aeronaves completas, o transporte ocorre normalmente por meios próprios. Já no caso de equipamentos e peças, o modal mais utilizado é o aéreo, por ser o mais ágil e seguro para este perfil de carga.
Além disso, há situações em que aeronaves paradas, por conta de problemas técnicos, precisam de peças de reposição com urgência, demandando soluções logísticas eficientes para que a entrega do item ocorra no menor tempo possível e a aeronave retome a operação normalmente.
Na AGL Cargo, seja um item de alto valor ou uma carga que se encaixe na categoria de Carga Projeto, planejamos e operacionalizamos a logística com precisão, da coleta à entrega, no Brasil e no mundo, entregando excelência ao setor aeroespacial.
Entre em contato conosco e descubra como podemos elevar sua logística!
A importação e exportação de metais exigem conhecimento técnico e planejamento logístico adequado. Os metais estão na base de setores como construção civil, indústria automotiva, eletrônica e energia. O Brasil é um dos principais exportadores de minério de ferro e também possui participação relevante na exportação de aço, alumínio, ouro e minério de cobre. Ao […]
A importação de canetas emagrecedoras exige preparo para atender às exigências da legislação brasileira. A demanda por medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro cresceu de forma expressiva nos últimos anos, impulsionada pelo uso no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. A importação desses produtos passou a ganhar relevância no mercado brasileiro, atraindo empresas […]
O que torna uma carga verdadeiramente especial e por que isso muda completamente o planejamento logístico? O setor logístico movimenta, anualmente, um volume expressivo de cargas que não se enquadram nos parâmetros convencionais de transporte. Equipamentos industriais, estruturas de grande porte e componentes para geração de energia chegam aos seus destinos por meio de operações […]
Quando uma carga perigosa é transportada fora dos padrões exigidos, os riscos podem comprometer toda a operação. O crescimento do comércio internacional amplia o volume e a variedade de substâncias perigosas em circulação ao redor do mundo. Com isso, aumenta também a exposição a incidentes decorrentes de operações mal estruturadas, documentação inadequada e equipes sem […]