Em 2024, o comércio global alcançou um recorde de US$33 trilhões, segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Nunca houve tantas trocas comerciais entre países. E é o transporte internacional que atua como a engrenagem para que esse fluxo aconteça, movimentando desde commodities até bens de alta especialização.
A cadeia logística que movimenta o comércio mundial é bastante complexa. Apesar da padronização no transporte de muitos produtos, que foi possível com o surgimento dos contêineres, há diferentes tipos de cargas que exigem cuidados e soluções específicas.
O artigo a seguir aborda aspectos logísticos relacionados aos diferentes tipos de cargas no comércio internacional.
Carga geral é a categoria em que grande parte dos bens se enquadram. Trata-se de bens que não necessitam de condições especiais no transporte, possuindo tamanhos e peso regulares. Um termo frequentemente usado como sinônimo é “carga seca”.
Uma de suas principais vantagens é a flexibilidade logística, o que permite, por exemplo, a consolidação de cargas, algo que não é possível com os demais tipos de cargas abordados neste artigo.
A evolução do contêiner foi um fator-chave para a carga geral, pois trouxe a padronização do transporte. Antes deles, as cargas eram manuseadas item por item e içadas para dentro do navio, um processo lento e propenso a danos.
As cargas perecíveis são produtos que possuem uma vida útil limitada, podendo se deteriorar se não forem mantidos em condições específicas que respeitem suas características, como temperatura e umidade.
Entre os exemplos mais comuns, estão:
A logística dessas cargas exige uma cadeia fria eficiente, que respeite suas características.
Entre as principais soluções logísticas para atender essas cargas estão o uso de contêineres refrigerados (reefers) no modal marítimo, veículos rodoviários com câmara fria, aeronaves com controle de temperatura durante o voo e armazéns refrigerados na origem e destino.
Um desafio constante é proteger a carga da exposição ao ambiente externo durante as movimentações. Por isso, o uso de embalagens especiais, com controle ativo ou passivo de temperatura, e um manuseio rápido no carregamento e descarregamento são parte do processo para preservar a integridade dos produtos.
O transporte de produtos perigosos é um dos segmentos mais regulados e complexos da logística internacional.
Trata-se de materiais explosivos, inflamáveis, tóxicos, infectantes, corrosivos, radioativos, entre outras substâncias, que podem representar riscos à saúde humana, ao meio ambiente e à segurança do transporte se não forem movimentados com os devidos cuidados.
Para que esses bens possam ser movidos de um país para outro, é necessário seguir as diretrizes definidas por regulamentações internacionais, que variam conforme o modal.
No modal marítimo, o principal guia é o Código Marítimo Internacional de Mercadorias Perigosas (IMDG Code), da Organização Marítima Internacional (IMO). Já no modal aéreo, as diretrizes são estabelecidas pelo Dangerous Goods Regulations (DGR), da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
Essas regulamentações abordam regras e procedimentos relativos ao transporte, que ajudam em questões como a classificação das substâncias, quais embalagens devem ser utilizadas, as limitações de quantidade, cuidados no manuseio, documentos obrigatórios, entre outras questões.
Por parte do exportador, deve haver cautela ao classificar a carga corretamente conforme sua Classe e UN, e seguir todos os protocolos aplicáveis. Uma classificação errônea, ou até mesmo a omissão de informações, tem o potencial de causar sérios acidentes.
As cargas de alto valor englobam produtos como joias, obras de arte, metais preciosos e equipamentos eletrônicos de alta complexidade (como, por exemplo, componentes de aeronaves).
O principal desafio logístico é garantir a segurança, já que se trata de itens que muitas vezes são visados para roubo e, em caso de extravio, podem gerar grandes prejuízos ao transportador. Por isso, cargas valiosas com valor declarado devem ser transportadas por um serviço de frete especializado.
A omissão do valor da carga por parte do exportador/importador no momento da contratação do transporte pode levar a situações problemáticas em caso de imprevistos.
Cuidados como monitoramento contínuo, seguro de carga e parceiros logísticos confiáveis são imprescindíveis. Em alguns casos, é recomendável contratar escolta armada.
O modal mais utilizado para o transporte de cargas valiosas é o aéreo. Segundo a IATA, embora apenas 2% a 3% do volume total de carga seja transportado por via aérea, esse modal representa cerca de 35% do valor total das mercadorias comercializadas globalmente.
As cargas extra dimensionadas, também conhecidas como Carga Projeto ou cargas oversized, são aquelas que excedem os limites padrões de peso e/ou dimensão convencionais.
Entre alguns exemplos de mercadorias dessa categoria, estão:
Esse tipo de carga exige bastante planejamento e alinhamento entre todos os envolvidos em sua logística, já que não pode ser transportada em qualquer navio ou aeronave. Além disso, demanda etapas adicionais, como a análise da carga para identificar os pontos de içamento e a definição da melhor forma de acomodá-la com segurança.
Alguns exemplos de soluções logísticas para o transporte internacional de cargas oversize são o embarque em navios Break Bulk, Ro-Ro, ou o uso de contêineres especiais como Open Top e Flat Rack. No modal aéreo, as aeronaves cargueiras possibilitam acomodar grandes volumes.
Pode também ser necessário obter autorização das autoridades para transitar em rodovias com trechos com restrições de altura e largura.
O transporte internacional envolve diferentes etapas, detalhes, cuidados e procedimentos conforme o tipo de carga.
Mas, um ponto que todos estes perfis de carga têm em comum: é necessário contar com o parceiro logístico certo, para que os desafios sejam minimizados e o embarque chegue com sucesso ao destino.
Com mais de duas décadas de atuação no mercado nacional e internacional, a AGL Cargo trabalha com soluções logísticas por meio de verticais especializadas, atendendo com excelência os tipos de carga destacados neste artigo.
Conta também com certificações como IATA, Boas Práticas de Distribuição (GDP) e Operador Econômico Autorizado (OEA), que comprovam a expertise técnica, estrutura operacional e segurança.
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